19 de novembro de 2009

Uma cadeira vazia

"Eu estava de olhos fechados, mas via teu rosto sorrir; as gotas da chuva só deixavam mais evidente o quanto estar sem você me doia. As cartas já foram queimadas, as fotos já estão rasgadas, e já não restam memórias, apenas a imagem de uma cadeira, que parecia ter sido feita pra você, que se assemelhava-se muito com você, e estava tão adaptada, tão acostumada á sua imagem, que ainda não imaginava outra pessoa assentando-se nela... Mas o tempo passou e você foi mudando, você deixou a mim, e você deixou a cadeira, você mudou as direções e me deixou sem rumo, eu sento na beira da cama agora, tento achar o caminho certo, grito, choro e me apavoro, encosto a cabeça nos joelhos e abraço minhas pernas, em lágrimas... sorrio, soluço e durmo.
Porque nada vai restar amanhã além de um travesseiro molhado, um coração se reconstruindo, um abraço de despedida e uma cadeira vazia... e tua cadeira vazia..."

Taynná Chaves

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