10 de julho de 2011

'A luz aflora onde nenhum sol brilha'

Se pudesse te tomava agora pelas mãos e te guiava entre as estrelas, buscando por lá, pelas galáxias mais distantes, um brilho comparável ao teu. Os ventos, os mares, as árvores, os pássaros, as borboletas - todas elas, as de dentro, as de fora - conspirando a favor. ‘Olhe bem no fundo dos meus olhos e sinta a emoção que nascerá quando você me olhar’ aperte os olhos e veja um milhão e meio de estrelas espalhadas pelas lentes que deixam o rastro brilhoso em tudo que você toca, é o mundo dizendo que sim, sins por todos os lados, ‘o universo conspira a nosso favor a conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar’.

Seguimos mudos acendendo as estrelas, acordando os planetas, jogando vida pelo infinito silencioso. Esquecendo o que ficou pra trás. ‘Que tudo como em todo permaneça, no centro de tua alma que a calma acalmo e que a calma traga o sono no sonho infinito de ser feliz’. Abre teu sorriso mais luminoso, tira da cartola tua mais bonita poesia, guia as estrelas baby, e quando a luz faltar serão as minhas mãos que irão te segurar e apontar o caminho de volta, e se o medo do precipício invadir, sou eu quem tô aqui, não vê? Eu vou até o fim.

Venha comigo e me conceda essa dança, que a lua encantada está chegando ao fim, deixe que ela te enfeitice, daqui a pouco surgem os primeiros raios de sol, ‘dá-me tua mão, e vem comigo entre as estrelas’, vem sem medo. Estrelas cadentes. Todas as constelações e sistemas e satélites e cometas e planetas e constelações e sistemas e satélites e cometas e planetas e constelações & everything again, até que perca o sentido, a forma, a cor e fique só o canto: o en-can-to. Encanta, dança, lança. E assim simples, e assim fortes e assim belos permanecemos: mãos dadas. Sem querer rotular nada, sem precisar rotular nada. Apenas sendo. Apenas tendo. Eu a você, você a mim. ‘E que fique muito mal explicado. Não faço questão de ser entendido’.

Taynná Chaves

Nenhum comentário:

Postar um comentário