15 de julho de 2011

toc toc, escuridão.

Eu não quero muito, já disse, só quero seu ombro pra encostar a cabeça no fim desses dias de cão, só quero seu colo quente pra deitar e esquecer o quanto o mundo fica ruim sem vocẽ.
Lembra quando você me disse que ainda tinha muita flor pelo caminho? É verdade, tem flor, tem cravo e tem espinho.
Nessas tentativas frustradas de te encontrar em outro corpo qualquer eu acabo perdendo ainda mais. Me perdendo de mim, de ti. E você menino mistério a cada dia mais silencioso se afasta e entra de novo no seu mundo subterrâneo de portas e janelas lacradas pra qualquer tipo de luminosidade, ou amor como diziam os antigos. E eu iluminando escuridões de mentira, fantasiando emoções de papel.

Taynná Chaves

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