Há um coração sangrando no fim da canção, frio, pálido, vazio. Mas não o sinto, ele está avulso, desligado de mim, nunca fora meu, nunca fora parte de mim. O que vejo não mais consigo tocar, há um sorriso querendo me influenciar, mas uma tempestade vai logo chegar eu sei, eu sinto. Então você ressurge das cinzas, das gavetas que eu havia trancado árdua e confiantemente, você abriu meus cadeados sem esforço algum, sem complicação alguma... Um olhar foi suficiente, um olhar que nem pra mim foi, um olhar que estava olhar sem expressão... Que nem meu era... Dessa vez o impacto, talvez, tenha sido o culpado: o dia, a hora, o lugar e a emoção errada.
O que o sonho da noite anterior queria me dizer passara despercebido... Era só mais uma fantasia minha, mais um desejo preso num coração sufocado. Apenas mais uma incompetência minha!
Mas um olhar... Ele nada deveria ser porque houve mais... Houve mais dessa fantasia real, houve mais dele... Houve um silêncio em meus pensamentos, porque eu soube que não precisava de ansiedade, porque mais do sonho viria porque ele era real!
O dono de minhas dores usou alguém pra isso. Safado!
Minha mente tentou se acalmar, tentou não lembrar do sonho... Talvez o tédio, a fome e sono tenham enfatizado minha insanidade e aquele vulto era uma miragem minha. O dono das dores minhas me deu o vulto de um moço com olhos negros.
Mas, exatamente como no sonho, minutos se passaram e o vulto me chamou o nome, e meu nervosismo sucumbiu minhas teorias de controle... Depois, ele agiu como um imã e me fez unir-se ao vulto num abraço... O sonho nunca descreveu nada daquilo... Ou então se conteve e quis reproduzir o sonho, segurou minha mão direita, que por um triz não se perdeu entre seus dedos, foi quando meus olhos atravessaram os daquele moço e me trouxe à memória a cena do meu mais recente sonho... Mãos enlaçadas! Era a segunda parte... Desenlacei nossas mãos num impulso que deve tê-lo assustado... Meus braços pesaram, imploraram para serem arrancados e essa hipótese me passou, breve, pela cabeça. Me doeu.
Solta as mãos, respiração presa, um nó se formando na garganta. Não! Não! Não cogitei a terceira parte do sonho tornando-se real. Não!
Foi uma distração, o dono das minhas cicatrizes quis fazer um par de olhos negros de fantoche e me distrair... Aquele moço era o vulto! Era o dono dos olhos negros.
O dono das minhas marcas queria testar saber se eu ainda estava viva...
Parabéns, o coração que você arrancou, o avulso, ele bateu, bateu por você de novo - como isso pôde ser surpresa?- pelos olhos negros de um desconhecido novo. Daquele moço! Do vulto! Eu vi você, através daqueles olhos.
Você deve estar radiante agora, afinal, minhas feridas estão à mostra outra vez...
Para que minhas lágrimas sequem sozinha outra vez!
O que o sonho da noite anterior queria me dizer passara despercebido... Era só mais uma fantasia minha, mais um desejo preso num coração sufocado. Apenas mais uma incompetência minha!
Mas um olhar... Ele nada deveria ser porque houve mais... Houve mais dessa fantasia real, houve mais dele... Houve um silêncio em meus pensamentos, porque eu soube que não precisava de ansiedade, porque mais do sonho viria porque ele era real!
O dono de minhas dores usou alguém pra isso. Safado!
Minha mente tentou se acalmar, tentou não lembrar do sonho... Talvez o tédio, a fome e sono tenham enfatizado minha insanidade e aquele vulto era uma miragem minha. O dono das dores minhas me deu o vulto de um moço com olhos negros.
Mas, exatamente como no sonho, minutos se passaram e o vulto me chamou o nome, e meu nervosismo sucumbiu minhas teorias de controle... Depois, ele agiu como um imã e me fez unir-se ao vulto num abraço... O sonho nunca descreveu nada daquilo... Ou então se conteve e quis reproduzir o sonho, segurou minha mão direita, que por um triz não se perdeu entre seus dedos, foi quando meus olhos atravessaram os daquele moço e me trouxe à memória a cena do meu mais recente sonho... Mãos enlaçadas! Era a segunda parte... Desenlacei nossas mãos num impulso que deve tê-lo assustado... Meus braços pesaram, imploraram para serem arrancados e essa hipótese me passou, breve, pela cabeça. Me doeu.
Solta as mãos, respiração presa, um nó se formando na garganta. Não! Não! Não cogitei a terceira parte do sonho tornando-se real. Não!
Foi uma distração, o dono das minhas cicatrizes quis fazer um par de olhos negros de fantoche e me distrair... Aquele moço era o vulto! Era o dono dos olhos negros.
O dono das minhas marcas queria testar saber se eu ainda estava viva...
Parabéns, o coração que você arrancou, o avulso, ele bateu, bateu por você de novo - como isso pôde ser surpresa?- pelos olhos negros de um desconhecido novo. Daquele moço! Do vulto! Eu vi você, através daqueles olhos.
Você deve estar radiante agora, afinal, minhas feridas estão à mostra outra vez...
Para que minhas lágrimas sequem sozinha outra vez!
Taynná Chaves
Ao dono dos olhos negros *-*
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