A:
E como você tá?
B:
E como você tá?
B:
Estou ocilando entre bem e médio, chegando a passar pela rua do péssimo, mas vou indo, e você?
A:
A:
Sabe o cruzamento entre medo desespero saudade e certeza? Pronto, eu tô ai.
B:
B:
Estamos as duas num barco furado :~
A:
A:
Hoje acordei sentindo falta de qualquer coisa quente pra chamar de minha, até de 'x' eu senti falta, muita muita falta dele. Parece que nas noites que ele manda eu me cuidar são as manhãs seguintes em que eu mais penso nele. :~
B:
B:
Por que você queria saber que ele iria cuidar de você, por que se cuidar só ta dando muito trabalho ultimamente.
A:
A:
Eu só queria que ele se importasse comigo só um pouquinho, sabe? Só um por cento do quanto eu me importo com ele. Seja lá quem for 'ele' nesse contexto.
B:
B:
Todos esses eles não vão cuidar de nós nunca se não nos cuidarmos primeiro o que está faltando é força para me cuidar.
A:
A:
Só não para de remar, beleza?
B:
B:
Beleza. Eu tenho remado com toda força que ainda há, e pedido muuuuuuuuuuito a Deus uma dose maior, mais ta dificil, por que agora nem sei mas o que eu realmente quero para mim
A:
A:
É um tempo difícil para os sonhadores', acho que é essa fase do não-saber-oque-vem-depois que mais maltrata, sabe? Essa coisa de ficar acreditando no sempre: vai-dar-certo-no-final, esse final que não vem nunca.
B:
B:
Acho muito cedo para falar em fim, acho que o meu ainda vai demorar muito, eu tenho sonho muito altos que colocam qualquer sonhos besta no chinelo mais o que eu queria era um agora bom sabe? Não é um final que eu quero agora, quero a continuidade de algo muito bom para ajudar a sacudir essa poeira toda aqui.
A:
A:
Sabe qual é o medo maior? é que essas coisas não terminem nunca, que fiquem só em algum lugar esperando até aparecer de novo e de novo e de novo. Como o Caio falou uma vez: é preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso.
B:
B:
Pois é. Acho que as pessoas agora estão até com medo de tocar fundo umas nas outras.
A:
Ssabe quando o barco para, o carro trava, o mundo estagna, o tempo não passa, as coisas não mudam, nem vão e nem ficam? tá desse jeito agora.
B:
B:
Acho que o mundo anda de cabeça para baixo. Ou então a parte bonita dele está do outro lado.
A:
É como se eu estivesse presa em um vitrine, e tudo que eu quero ficasse do outro lado dela, todas as vezes em que está bem próxima de mim (do vidro, na verdade) e eu estivesse quase alcançando, alguém viesse e pegasse pra si.
Ad infinitum.
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