6 de junho de 2010

' A vida é agora, aprende.'

Não passa assim, você sabe. Não morre assim, você sabe. E não se fica bem assim, você sabe. E eu, que estou tão bem ultimamente: eu não sei, dizem que ás vezes a ficha demora pra cair, talvez essa não seja a frase certa... Outro dia me disseram:

- Ah! Agente é um caso à parte, Taynná!

Bom, a frase não fez o menor sentido pra mim, provavelmente quem a proferiu tivera mais artifícios para me distrair a ponto de não me deixar entender a contextualização. Eu não vi sentido.

Mas agora, encarando as circunstâncias de frente - sabendo que metade da frase deixa de ser verdade passando a ser só um passado - eu entendo o que quer dizer ‘à parte’, agoraexatamente - eu sei que é diferente, com você é diferente. Não consigo me sentir triste – muito menos, mal - com isso, eu sinto é falta, é só isso. Ficou o silêncio de depois. Tudo é saudade.

E quanto a você não sinto aquela vontade louca de eu-quero-gritar-pros-quatro-cantos-do-mundo-que-te-amo, e isso não me faz pensar que é menos amor! Me faz certa do quanto eu cresci e aprendi a conciliar intensidade e sensatez.

E eu prefiro amar assim, no silêncio da minha alma; prefiro ficar sentindo e apalpando todas essas sensações idiotas de quando se ama alguém; eu prefiro ficar pensando em você a noite inteira e no outro dia não conseguir dar dois passos por medo de encontrar você e travar; eu prefiro ficar sentada aqui, olhando você de longe e pedindo que um buraco se abra pra que eu possa me abrigar quando seu olhar me perceber procurando por você; e eu prefiro ficar aqui e não sair, amar infantilmente como quem suspira e deixa que os olhos brilhem; e eu prefiro ficar com as minhas lembranças e os meus contos e meus encantos sobre você a aceitar as circunstâncias palpáveis que amanhã ou depois vão me enfrentar...

Eu prefiro ficar aqui lembrando até adormecer e sonhar e acordar cantando uma daquelas músicas melosas e pensando em como você vai estar no dia que está começando.

# Me diz primeiro
Por que te mostro metade do meu amor inteiro?

- Taynná Chaves

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