31 de março de 2010

Por onde você anda nessa hora?

Como é que você tá, ãn? Me diga como está seu coração!
Você ainda lembra que precisa respirar? É você precisa!
Como você tem passado, por que não aparece mais? Eu ainda me importo!
Por onde você tem andado?
Com que você tem falado?
O que você tem feito?
Ein?!

Por quantas ruas escuras você evitou passar? Era por que estava sozinho?
Em quantos becos sem saida você se permitiu entrar? Solidão não é justificativa!
Quando você vai admitir que pegou a estrada errada?
Ein?!

Ei, meu bem! Até quando você vai caminhar de olhos vendados? Vem pra luz!
Até quando você vai fugir da verdade? Você se engana rápido demais, querido!
Até quando você vai sair de casa com seus amigos errados, em mais uma noite plástica, pra se enganar com a fumaça e as gotas de álcool rasgando sua garganta, olhar pro céu, só porque eles olharam, e sorrir só porque eles sorriram? Eles não sabem o que é o céu... Você não lembra o que eu te falei sobre a Lua?
Ein?!

Sabe minha lanterna? É, aquela luz artificial que eu tinha antes de conhecer você? Pois muito bem. Eu uso ela de novo. Estou usando ela agora. Mas ela tá apagando...
Mas eu sei me virar sozinha. Lembra das faíscas que você me deu? É, as migalhas de luz de um tempo atrás! Lembra?
Elas estão guardadas, sempre estiveram. Pro caso de você precisar... Quer agora?
Elas estão aqui, eu as levarei até você,onde você estiver, até quando você precisar de luz.
Da minha luz... Eu te aqueço, eu te protejo.
' Você precisa de um cérebro? Precisa de um coração? Pode vir. Pegue o meu. Leve tudo o que tenho.'

E o pior de tudo isso é que... Você iluminava com tanta eficiência... Me iluminava e me aquecia. E agora esta no escuro e com frio...
Você se perdeu. 'Perito em textos, jardim tradução. Sufocando fumantes.'
Cadê você? Cadê você agora?
Ein?!

Eu vou tá aqui. Sempre.

Taynná Chaves

30 de março de 2010

Agora que eu sei que é adeus

Vejo-me aqui agora, arrependida por um curto instante que me toma tanto da vida...

Um brusco desejo de voltar atrás mesmo sem ter tempo: voltar àqueles quinze segundos sob o sol, sob a iluminação daquela árvore... Um desejo louco de ter uma despedida decente, de ter um adeus menos doloroso...

Ah, se antes soubesse que aquilo era um adeus!

Se soubesse que não mais te tocaria, que não mais te sentiria... Se pudesse ter te dito o quanto me importava com você e não ter fingido não me importar... Se pudesse abraçar-te forte e não mais te soltar até que fosse obrigada...

Ah, se antes soubesse que aquilo era um adeus!

Se pudesse tocar-te mais uma vez, te aproveitar louca e inconsequentemente. Se soubesse o quanto aquilo me faria falta... Ah, se antes soubesse...

Eu queria ter te dito palavras amorosas e não ter te censurado... Eu queria ter te mostrado o meu coração acelerar, o meu rosto ficar pálido, e ter te deixado segurar-me antes que fosse tarde... Eu queria ter feito o que tu propusesses e ficar feliz...

Ah, se antes soubesse que aquilo era um adeus!

Mas agora que já é tarde tudo fica se reprisando com as minhas expectativas infantis de um dia ter-te comigo novamente... Estar somente contigo... De novo em seus braços... Desfrutando o meu desejo louco de reviver nossas aventuras de novo... E de novo... E nunca me cansar de seus jogos. Encontrar-te e entender o quanto fica tudo vazio sem você... Se eu ao menos soubesse que não mais te veria...

Ah, se antes soubesse que aquilo era um adeus!

Eu queria aproveitar sua presença naquela sua cadeira – Agora vazia. Sem cor. E sem graça – e fazer tudo e talvez nada... Só aproveitar você... Ser flexível... Ser forte... Sentir que seus braços me deixam em segurança... Entender que beijos nem sempre são promessas. Saber o quanto eles me faziam bem... Porque quando a saudade vem e é de você que eu sinto falta, seus beijos me queimam os olhos me enlouquecem a alma, me apavoram, me desaprovam... Minha mente voa e tenta chegar às tuas palavras, as tuas indecências, as tuas sinceridades... O timbre da tua voz no ouvido me dizendo das suas insanidades: me deixando louca!Ah, se antes soubesse que aquilo era um adeus!

Mas agora que já é tarde e a lua está linda como aquele dia, você me faz uma falta ainda maior, e sei o quanto aquele abraço e aquele aperto de mão me faria bem agora... Como você me faria bem se alguma palavra tua me encandeasse a vista com as minhas lágrimas, e, mesmo que sendo uma derrota, eu me perderia no calor de teus braços e pouparia o sofrimento ao menos daquele dia, diminuiria a minha culpa com mais uma lembrança e desejaria que ela não me ferisse...

E se eu ao menos soubesse o que aquele olhar desgastado significava eu o contemplaria com mais intensidade... Se eu soubesse que quando você virou as costas e caminhou lenta e cruelmente pra longe era pra sempre... Eu sairia de mim e correria pros teus becos, eu te pediria perdão amor... Mas agora que já é tarde... Eu preciso dormir com as suas lembranças espantando meu sono, e eu dormirei cansada porque sei que a culpa é somente minha... MINHA.

Ah, se antes eu soubesse...

TaynnáChaves

22 de março de 2010

Deixe assim ficar subentendido

Somente deixes que as palavras transcendam o limite da obviedade e reflitam a repetição dos fatos em teus pensamentos.

Ontem. Dormi mal novamente afogando dores – provocadas – em lágrimas. Chorei culpando meu coração pelo motivo que me tirava o sono. Desejei unir meus soluços a umas músicas melancólicas e depressivas que há tempos havia me viciado... Mas lembrei que tua existência eliminara as lembranças dolorosas e as músicas tristes se transformaram em canções de amor... E nenhuma das músicas que eu aprendi me satisfariam aquela noite.

Então peguei meu lápis e meu caderno surrado, deitei na cama e tentei escrever pra ti, mas, talvez, era mesmo pra mim... Frustrei-me. Porque não haviam palavras, nem canções, nem inspirações. Só vácuo, o eu e o nada!

E eu esperei demais, a ansiedade consumira minhas limitações e eu me descuidei pensando que era a fórmula! E agora, tento dissuadir meu coração mostrando que ele foi precipitado, criou situações com cabimento nenhum. E por insensatez minha deixei que ele criasse esperanças com isto, contigo; e ele queria ser amado, mas era só um coração cego e surdo, um órgão bobo e imaturo!

O coitado de meu travesseiro consolara meu choro de novo. Um choro diferente, o desconhecemos, perguntávamo-nos que soluço era aquele; e nada foi respondido, não pensávamos, o travesseiro e eu, irracionais.

Anos-luz depois eu despertei meu raciocínio e com cuidado pra não acordar o travesseiro, entendi... Percebi o quanto era óbvio! Percebi que estava triste como sempre, chorando como sempre, faltando pedaços como sempre; mas era diferente dessa vez... Porque era inédito, eu estava triste por você, chorando por você, sentindo falta dos pedaços que estavam com você... Pela primeira vez era tudo por você!

E não eram saudades suas, porque você estava bem ali, mas era a falta de você em você, como se fosse outra pessoa... E quando você não estava, há alguns dias, tudo era tão mais fácil de ver, não tinha ausência; mas agora, quando você está e seus olhos abandonam qualquer lembrança desse lugar, quando só haviam palavras ausentes, olhares mudos e insignificantes, e a frieza tornava os passos em quilômetros de distância... Sem você era bem mais fácil, porque percebo o que é de verdade, e você me vê, despercebe, ignora e transparece tudo na escuridão dos seus olhos... Me toca, me fere, me move.

Agora eu sei que o nós, quando envolve você, é muito indevido; e quando me junta a ti é forte demais... Perigoso demais pra mim.

O que sobra então? A nostalgia daquele sentimento indefinível que você também gostava.

Então vá...

I don't care!

Taynná Chaves

Ps.: "Como uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor proporção de acontecer”

18 de março de 2010

Frustrações

"De que serve minha vida rica
Se está vazia
De que lhe serve o fogo
Se a minha cama é fria
Por isso corro pelos cantos da cidade
Buscando amor, mesmo sem felicidade
Falado, marcado
De que vale o meu carrão de ouro
Se só tristeza e solidão é o meu tesouro
Eu e meu pranto
Molhando a avenida
Tentando esquecer
As nossas frustrações na vida
Pois é
Essa é uma canção
Que se identifica demais comigo
Será que se identifica também contigo?"
Erasmo Carlos

6 de março de 2010

Palavras traidoras

As coisas tremem para confundir-me, temem entrar em foco. Os vidros quebram-se no silibar de minhas palabras... Meus passos deixam rastros no chão manchado de um passado.
O moder de lábios e o baterde pernas excitam minha mente em antiteses sem nexo. Os ruídos em minha mente e o ambiente silencioso perturbam minha medida de proteção a sanidade.
O nervorsismo que se espalha, de célula para célula, mortifica os órgãos por onde passa. Creio que não possa chamá-lo de torpor, só há um ser que me entorpece, um ser que é real mesmo que eu não queira acreditar.
Há uma voz que grita culpa pra mim e todas as alertas acendem-se para que eu tenha certeza do quanto a culpa é da minha teimosia... Mas substâncias fogem, fracas, pelas células mortas e abrem um sorriso em meus lábios porque aquilo foi inspirador e eu sinto as frases brotarem mente afora.
Mas algo me pesa e aborrece meus pensamentos porque as palavras expressas em minha grafia detestável tiveram um baque constrangedor, o assustaram. E minha manipulação começa a falhar porque não mais estão ao meu favor: se voltam contra mim... Me enfraquecem... Me fazem fugir sem permissão...

Taynná Chaves.

3 de março de 2010

Uma premonição

Há um coração sangrando no fim da canção, frio, pálido, vazio. Mas não o sinto, ele está avulso, desligado de mim, nunca fora meu, nunca fora parte de mim. O que vejo não mais consigo tocar, há um sorriso querendo me influenciar, mas uma tempestade vai logo chegar eu sei, eu sinto. Então você ressurge das cinzas, das gavetas que eu havia trancado árdua e confiantemente, você abriu meus cadeados sem esforço algum, sem complicação alguma... Um olhar foi suficiente, um olhar que nem pra mim foi, um olhar que estava olhar sem expressão... Que nem meu era... Dessa vez o impacto, talvez, tenha sido o culpado: o dia, a hora, o lugar e a emoção errada.
O que o sonho da noite anterior queria me dizer passara despercebido... Era só mais uma fantasia minha, mais um desejo preso num coração sufocado. Apenas mais uma incompetência minha!
Mas um olhar... Ele nada deveria ser porque houve mais... Houve mais dessa fantasia real, houve mais dele... Houve um silêncio em meus pensamentos, porque eu soube que não precisava de ansiedade, porque mais do sonho viria porque ele era real!

O dono de minhas dores usou alguém pra isso. Safado!

Minha mente tentou se acalmar, tentou não lembrar do sonho... Talvez o tédio, a fome e sono tenham enfatizado minha insanidade e aquele vulto era uma miragem minha. O dono das dores minhas me deu o vulto de um moço com olhos negros.
Mas, exatamente como no sonho, minutos se passaram e o vulto me chamou o nome, e meu nervosismo sucumbiu minhas teorias de controle... Depois, ele agiu como um imã e me fez unir-se ao vulto num abraço... O sonho nunca descreveu nada daquilo... Ou então se conteve e quis reproduzir o sonho, segurou minha mão direita, que por um triz não se perdeu entre seus dedos, foi quando meus olhos atravessaram os daquele moço e me trouxe à memória a cena do meu mais recente sonho... Mãos enlaçadas! Era a segunda parte... Desenlacei nossas mãos num impulso que deve tê-lo assustado... Meus braços pesaram, imploraram para serem arrancados e essa hipótese me passou, breve, pela cabeça. Me doeu.
Solta as mãos, respiração presa, um nó se formando na garganta. Não! Não! Não cogitei a terceira parte do sonho tornando-se real. Não!
Foi uma distração, o dono das minhas cicatrizes quis fazer um par de olhos negros de fantoche e me distrair... Aquele moço era o vulto! Era o dono dos olhos negros.
O dono das minhas marcas queria testar saber se eu ainda estava viva...
Parabéns, o coração que você arrancou, o avulso, ele bateu, bateu por você de novo - como isso pôde ser surpresa?- pelos olhos negros de um desconhecido novo. Daquele moço! Do vulto! Eu vi você, através daqueles olhos.
Você deve estar radiante agora, afinal, minhas feridas estão à mostra outra vez...
Para que minhas lágrimas sequem sozinha outra vez!
Taynná Chaves
Ao dono dos olhos negros *-*

Ainda preciso de você

Tudo que me ouço me invade tão banal
No fim, você se aproxima e fica perto
Teu jeito frio e esnobe já não me faz mal
Teu toque leve em minha pele deixa o dia mais certo.

É quando eu suspiro com minha fé inabalável
Esperando pela esfera de felicidade de quando você vem
Pega a minha mão na sua e faz-me sentir mais frágil
Mas seu calor me faz certo de que o resto todo vai ficar bem.

Os comprimidos parecem está surtindo efeito
Mas acho que meu peito aberto quer você
Sinto sua falta entre os lençóis e tenho medo.

Chorei por você - de novo - para que alguém sentisse
Achando que naquele momento precisava de você
Sentindo que precisava que você me visse...

Taynná Chaves

Amanhã

Então, me deixes dormir sozinha apenas esta noite.

Feche sua porta, seus olhos, e me ame no escuro de longe...

Se o vento bater na janela manterei meus pés quentes

Amanhã... Poderei entender com suas próprias fontes!

Me sinto mal com essas lembranças

Não deveria almejar o que não posso ter

Mas teu sorriso me dá esperanças

Amanhã... É só você que vou querer!

Mas me diga como seu dia ficaria bem

Sem a pessoa que te faz sorrir?

Amanhã... Tudo estará preenchido em mim também!

Essas cicatrizes não me porão de pé

Eu tentei esquecer, mas não foi suficiente

Amanhã... Ficarei contigo até que meu sorriso volte!

Taynná Chaves

Totalmente odioso

Quando você se aproximar de mim
E achar que será certo sorrir
Tente ouvir quando meus lábios sussurrarem
Pra ver minha máscara e compostura declinarem

Se minha respiração acelerar e você disser que escuta
Então ouça o meu coração quebrar. O ouve quebrar?
Mas eu sei que nenhuma palavra sua será um pedido de desculpas
Então, não tente! Não vou querer ouvir se você falar!

Finalmente encontrei pra você um adjetivo confortável
Talvez o amadurecimento me desvendou os olhos
Quando você ficou tão detestável?

Um segundo... Coração apressado... Rosto desfigurado
Seu gosto é incrível e você totalmente odioso
Mas talvez eu goste mais de você sendo errado!

Taynná Chaves